domingo, 15 de agosto de 2010

VOA BORBOLETA !

A cor rosa pôs-se a dançar

no concurso da “Borboleta Maravilha”.

Tinham certas regras

para cores misturar.


Na asa direita, ao centro, azul;

lateral ao azul, vermelho pôr.

Bordear com azul de tom menor.


Na asa esquerda,

bem no centro,

preto aveludado.

Bordear com cinza claro.

Acabamento requintado !


O dorso, apenas cor-de-rosa

em tonalidades decrescentes

até chegar ao rosa quase transparente.


Como ficou ? Ver de longe.

Mais um pouco! Um primor !


Parecem faltar pintinhas pretas.

Agora, voem cores !

Sejam borboletas !

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SER PALHAÇO

Ser Palhaço é brincar,

fazer sorrir e cambalhotar.

Ser Palhaço é buscar

no fundo de um ser

a vontade de viver.


Ser Palhaço é sempre tentar

lapidar, lapidar e lapidar

o modo de amar.

Curar doentes e suas mentes.


Ser Palhaço é ser

um soldado de Deus

para fazer crer

os que estão acenando adeus.


Ser Palhaço é agitar sonhos,

é mover a esperança da vida,

é empurrar a perseverança.


Ser Palhaço é agradecer

a Deus por ser Palhaço.

Fazer sorrir, pois chorar

é uma forma de morrer.


Ser Palhaço é ter a angústia de quem ama.

Ser Palhaço é um modo solitário de viver.

Ser Palhaço é a terapia que evita

voltar triste para casa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

VERSOS LIVRES

A prima critica:

“Paladino! Seus versos

são livres, totalmente

brancos !


Você não sabe rimar,

aprenda mais um pouco...

Jamais será um

grande poeta !”


Coma com toma !

e se for decassílabo,

que rima encontrar

pra tudo combinar?


Prima, não sei fazer dessa forma.

Como chegar à poesia,

via geometria ?

Ó parnasianos! Evoquem

o Bilac (Olavo), trazendo

a turma dos caçadores

de esmeraldas.


Avante Bandeirantes !

Salve o Brasil de tantos

códigos, burocracias, petições,

requerimentos, certidões negativas

até justiça pretensa gratuita.


Não sei rimar,

meus versos,

nem brancos

nem pretos;

só são livres... a voar!


Só me resta a liberdade

de pôr letras nos versos,

saltando de um trem,

vindo de algum lugar.


Raimundo.

Se acabou a cerveja,

acabou o diálogo.

Minha mulher vai

me matar. Ela, com

as mãos nas cadeiras,

só diz: Que Bonito !


Veja Prima: é difícil ficar

nos quadrados das métricas ricas.

É melhor ter braços, cabeça

e beijos livres.

Câmbio !

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VERSOS LIVRES

A prima critica:

“Paladino! Seus versos

são livres, totalmente

brancos !


Você não sabe rimar,

aprenda mais um pouco...

Jamais será um

grande poeta !”


Coma com toma !

e se for decassílabo,

que rima encontrar

pra tudo combinar?


Prima, não sei fazer dessa forma.

Como chegar à poesia,

via geometria ?

Ó parnasianos! Evoquem

o Bilac (Olavo), trazendo

a turma dos caçadores

de esmeraldas.


Avante Bandeirantes !

Salve o Brasil de tantos

códigos, burocracias, petições,

requerimentos, certidões negativas

até justiça pretensa gratuita.


Não sei rimar,

meus versos,

nem brancos

nem pretos;

só são livres... a voar!


Só me resta a liberdade

de pôr letras nos versos,

saltando de um trem,

vindo de algum lugar.


Raimundo.

Se acabou a cerveja,

acabou o diálogo.

Minha mulher vai

me matar. Ela, com

as mãos nas cadeiras,

só diz: Que Bonito !


Veja Prima: é difícil ficar

nos quadrados das métricas ricas.

É melhor ter braços, cabeça

e beijos livres.

Câmbio !

TANTOS E POUCOS

Todos os momentos

no ritmo do tique-taque.

Passam céleres,

Sem marcar presença.


A sopa está fria,

nem moscas a querem.

Aguardo, incomodado, você chegar.

Eu trouxe um presente,

comprado a crédito,

excedendo o limite

do meu mísero salário.


Por que essa indiferença ?

Já preparei a janta, limpei a casa

e tudo está pronto,

no seu gosto, no seu jeito.

Ó menino, passa pra dentro!

sua mãe está pra chegar!


Ah! Se eu tivesse

a bengala do Carlitos, juro ...

eu me mandava, montado na

cauda de um cometa.


Tantos e poucos, risos

e sorrisos, constroem

o passivo do ativo.


É melhor ir deitar,

amanhã concordarei com tudo.

Desse jeito, paro o tempo.

Tantos e poucos: são só momentos !

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SE EU PUDESSE MATAR

Os pés apressados,
pisando grama,

sem olhar, pode matar.

É preciso cuidado,
tem formigas, insetos e

outros invisíveis,

vivendo no chão!
Peça licença ao caminhar.

Há vida no caminho,

cada uma operosa

em ação.
Só o elefante tem licença
pra matar, ao gingar no andar.

O ratinho pisado exclama!

Ah! Se eu pudesse matar,

mas só quero passar!