sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PASSAR O TEMPO

Há um traço de união

nas tardes de domingo,

sem novelas, até chegar

a segunda-feira.


Em cima da mesa, reconstituída

Após o almoço,

Alguém encontra o duplo baralho.


Que tal um biriba ?

Teremos dois grupos,

Pois somos oito.


Os vencedores do grupo A

Enfrentam, na final,

Os vencedores do grupo B.


Ó, Mãe! Você deixou passar

a carta boa !

Tio, assim não vale: roubar não.

Bati !

Todos contem os pontos negativos.

Fechamos; a partida é de 2.000;

fizemos 2.517 !

Demos capote !

Da próxima, vamos jogar a valer.

Chega de “leite de pato” !


E o fim da tarde de domingo

faz passar o tempo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PASSAVA O BONDE

Nesta rua, onde moro,

passava um bonde.

Está nas memórias da vovó.

Motorneiro era condutor

e tinha o cobrador.

De balaústre em balaústre,

carregava o troco entre os dedos,

cobrando os ilustres passageiros.

Vinha do Andaraí, ia pro Méier!

Tinha também os que iam para

o Tabuleiro da Baiana,

no Largo da Carioca.

Os reclames no interior, no alto,

diziam as virtudes do rhum creosotado!

Passava um bonde nesta rua,

Com ele chegava o meu avô

Para minha avó beijar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

BODAS DE OURO

O Marquinhos exclama:

Bodas de Ouro !

Como é possível tal evento

acontecer, hoje em dia,

quando a maioria dos casamentos

esticam até o Quinto Ano !


Eu replico que pode acontecer

Se na parceria existir

Um anjo de mulher.


Nas Bodas de Prata o Naval estava lá,

retratando o momento.

Agora, falta pouco, estão chegando

as Bodas de Ouro !


O Marquinho se emociona,

Pois sua mãe partiu.


Seu pai, bom pai, está só

e ele também.

Beija a mão do anjo de mulher

e diz:

Que bom, peço sua benção, D.Iolanda!

E põe-se a chorar.


Será uma festa de netos:

Nossas Bodas de Ouro !

domingo, 22 de agosto de 2010

SOMBRAS DA MADRUGADA

Todos estão dormindo,

escuto o adorável silêncio,

exercito o pensar.

Logo, surgem, idéias.


Ponho um fundo musical.

São músicas orquestradas,

suaves e dolentes.

Com esse clima sinto-me o vencedor.


Meu Deus,

quero sua força

Para enfrentar os

guerreiros da maldade.

São tantos e de muitas formas:

Insidiosos, espiões e enganadores.

Quanto controle e mais paciência ainda!

Ah ! Se eu fosse inteligente ...

Seria mais fácil.


As sombras da madrugada

abraçam os meus anseios

e me obrigam a pensar.

Na confusão, fico alheio.


Vamos em frente,

Pois o lutar

é salutar.

Enfim,

Bom dia, Sol !

ORA BOLAS

A bola rolava pelo campo

procurando gol!

Pé pra lá, contra-pés!

Pés pra cá, bola bolando...

Pegou na veia a bola entrou.

Viva! É gol!

Corre gordinho, vê se mata

a bola vem.

Passar de primeira convém.

É um craque!

Falta, falta e agora, quem bate?

Vai tu. Dá de folha seca.

No canto direito: o goleiro é cego!

Toma distância e chuta direto.

Oh! O cego pegou!

Ora bolas!